| CURIOSIDADES |
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FREVO
O ritmo do frevo vem das antigas marchinhas, que tinham em seus primórdios um andamento parecido com o dobrado. A marchinha é um gênero de canção brejeira, em compasso binário, desenvolvida principalmente entre os anos 20 e 50, e destinada ao carnaval. Muitas vezes humorística e, em certos casos, claramente paródica, corresponde certamente a um testemunho da classe média. A pioneira do gênero é "O Abre-Alas", de Chiquinha Gonzaga (1847-1935), de 1899. Seus cultores mais característicos são Lamartine Babo (1904-1963) e João de Barro (1907), que trabalhava em parceria com Alberto Ribeiro (1902-1971). Ganhou elementos inovadores da polca e da marcha militar e com o passar dos anos, transformou-se no frevo de Olinda, transfigurando as antigas agremiações do século XIX nos Clubes Carnavalescos dos nossos dias. O Clube chamou para si a atenção dos capoeiras, comuns nos desfiles das bandas militares que, fazendo complicados passos, criaram a coreografia do nosso frevo. Sua nomenclatura vem do desdobramento coloquial da palavra ferver. O ritmo, quando dançado, fazia o sangue do povo ferver, frever, até chegar a composição da palavra frevo.
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COCO DE RODA
Dança popular do litoral do Nordeste brasileiro, tem influência no batuque africano e bailados indígenas. A dança é simples: forma-se uma roda e, envolta dela, alguns participantes sapateiam no centro. O restante do grupo faz o canto entoado e as palmas rítmicas. Os participantes do centro são os solistas, eles escolhem quem serão os próximos a participarem do sapateado. O ritmo acompanha a simplicidade dos passos, com um refrão entoado pelo coro, que por sua vez é acompanhado pelo pandeiro, ganzá e ingono (tambor). O canto normalmente é improvisado, com exceção do refrão, e envolve uma sucessão de versos e estrofes. Entre as suas mais conhecidas variações, encontram-se o coco de praia e o coco de sertão.
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Selma do Coco
Depois que veio morar em Olinda, em meados de 1966, Dona Selma do Coco passou a sobreviver do comércio de uma mercearia. Nas horas vagas cantava seus cocos de roda para quem quisesse ouvir e dançar. Com o tempo, reformou o quintal de sua casa e as apresentações mudaram-se pra lá. Logo vieram os convites para se apresentar em projetos no Alto da Sé, Mercado da Ribeira, até que teve o seu primeiro CD “Mostrando a Cultura”, gravado em 1995, no Clube Vassourinhas de Olinda, por Thiago de Oliveira Pinto, Diretor do Instituto Cultural de Berlim. Em 1997 viajou com o seu grupo para uma turnê na Alemanha e de lá pra cá não parou mais. Ganhou reconhecimento nacional na mídia em 1998, quando se apresentou no SESC Pompéia, São Paulo, no projeto Mangue em Movimento. No mesmo ano, consolidou sua projeção no Abril Pro Rock, onde se apresentou ao lado de bandas de rock locais, nacionais e internacionais para um público de todas as idades. Foi a única mulher brasileira a se apresentar no Festival de Jazz de Nova Orleans (Estados Unidos) em 2001. Dona Selma do Coco gravou recentemente seu quinto cd que se chama “Raízes da Cultura” e tem a participação do Mestre Salustiano. Maiores informações: cocofselma@ig.com.br ou 0**81 3439 5094/8807 6698 (Zezinho).
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Aurinha do Coco
Começou a carreira como cantora erudita participando de vários corais pernambucanos. No Amaro Branco – reduto dos coquistas de Olinda – cantou os seus primeiros cocos de roda, tendo o prazer de cantar, inclusive, com a já falecida Mestra Jovelina. Por dez anos – dos seus 25 de carreira - participou enquanto vocal do grupo de Dona Selma do Coco. Hoje tem sua banda e o primeiro cd gravado, intitulado “Eu avisei”, com a participação de Nana Vasconcelos cantando “O Coco do Gago” e “Ladeiras de Olinda”. O segundo cd já está em andamento e vai se chamar “Aurinha Canta os Mestres”, será uma homenagem a todos os mestres do coco de Olinda. Maiores informações: andreza_karla@hotmail.com ou 0**81 3439 3580 (Aurinha).
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Coco de Umbigada
A Tradicional Sambada de Coco do Guadalupe acontece todo primeiro sábado de cada mês, há 10 anos, no Centro Cultural Coco de Umbigada - rua João de Lima, bairro do Guadalupe, Olinda (em frente ao número 48). A festa se realiza no meio da rua, das onze da noite até as seis horas da manhã e reúne vários brincantes ligados ao coco de roda e folguedos afins, com coquistas convidados e muita cultura popular. O Centro Cultural Coco de Umbigada é um Ponto de Cultura do Ministério da Cultura e oferece uma programação de oficinas culturais para cerca de setenta jovens da comunidade do Guadalupe - com destaque para a de “Percussão Danças de Umbigada do Brasil”. Esta oficina apresenta as variações de ritmos que nasceram na senzala e se desenvolveram em cada região do Brasil, como é o caso da Dança do Jango (RJ e SP), Tambor de Crioula (MA), Lundum (Norte), Samba de Angola (BA) e o Coco e suas vertentes (Nordeste). Todas são ministradas por oficineiros especializados e coordenadas pela coordenadora geral do Centro Cultural Coco de Umbigada, Beth de Oxum, com o apoio da Prefeitura Municipal de Olinda. Maiores informações: centroculturalcocodeumbigada@yahoo.com.br ou bethdeoxum@gmail.com ou 0**81 9439 6475.
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MARACATU DE BAQUE VIRADO
Os Maracatus mais antigos do Carnaval também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, em Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outro, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.
Do Maracatu Nação participam entre 30 e 50 figuras. Entre elas estão o Porta-Estandarte, trajado à Luís XV (como nos clubes de frevo), que conduz o pavilhão e, ao seu lado, traz uma baliza ou um ajudante. Atrás vêm as Damas do Paço, cinco ou dez delas, as de maior importâncias no bailado, e que carregam as Calungas, que são bonecos de origem religiosa, do Congo, reminiscência de cultos fetichistas. A dança executada com as Calungas tem caráter religioso e é obrigatória na porta das Igrejas, representando um "agrado" a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Quando o Maracatu visita um terreiro homenageia os Orixás.
Depois das Damas do Paço segue a corte: Duque e Duquesa, Príncipe e Princesa, um Embaixador (nos Maracatus mais pobres o Porta-estandarte vale como Embaixador). A corte abre alas para o Rei e a Rainha, que trazem coroas douradas e vestem mantos de veludo bordados e enfeitados com arminho. Nas mãos trazem pequenas espadas e cetros reais. O Rei é coberto por um grande pálio encimado por uma esfera ou uma lua, transportado pelo Escravo que o gira entre suas mãos, lembrando o movimento da Terra. O uso deste tipo de guarda-sol é costume árabe, ainda hoje presente em certas regiões africanas.
Alguns Maracatus incluem nesse trecho do cortejo também meninos lanceiros, vestidos como guardas-romanos, com capacete de metal. Outros, não dispensam a figura do Caboclo de Pena, que representa o indígena brasileiro e tem coreografia complicadíssima. Enquanto dança ao redor do cortejo, emite sons estranhos, imitando pássaros selvagens, e produz estalos secos e rápidos com seu arco e flecha.
A orquestra do Maracatu Nação é composta apenas por instrumentos de percussão: vários tambores grandes (zabumbas), caixas e taróis, ganzás e um gonguê (metalofone de uma ou duas campânulas, percutidas por uma vareta de metal). O Mestre de Toadas "puxa" os cantos, e o coro responde. As baianas têm a responsabilidade de cantar, outras vezes, são os caboclos, mas todos os dançarinos também podem participar.
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Maracatu Nação Pernambuco
Grupo de maracatu autenticamente pernambucano. Seu trabalho rompeu com uma visão conservadora do formato de maracatu até então, assumindo-se enquanto grupo artístico de maracatu e agremiação carnavalesca para atender às necessidades do mercado local, tendo inclusive impulsionado o início do Movimento Mangue. Foi fundado em 15 de dezembro de 1989, no clube de Vassourinhas de Olinda. De lá pra cá gravou quatro cds. O mais recente, “O Nação Canta Pernambuco” é uma coletânea de compositores pernambucanos, como Lenine, Edgar Moraes, Valmir Chagas, entre outros. Canta em seu repertório toadas, loas tradicionais e jornadas do maracatu regidas pelo seu diretor geral, Bernardino José. Tem fundamento religioso na tradição negra das irmandades de N. S. do Rosário e São Benedito. Sai as quatro da tarde do Mercado Eufrásio Barbosa na segunda-feira do Carnaval de Olinda. Maiores informações: www.maracatunacaopernambuco.com.br ; nacaope@trunet.combr ou 0**81 9961 9467(Bernardino).
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Maracatu Nação Maracambuco
Este grupo de maracatu utiliza a cultura popular como ferramenta de transformação, construindo a cidadania de crianças e adolescentes da comunidade do bairro de Peixinhos, em Olinda. Oferece oficina de dança e percussão, com ensaios abertos e regulares as terças e quintas-feiras, a partir das seis da noite, na sede do grupo, que fica na Avenida Presidente Kennedy, 1288, Peixinhos. O Maracatu Nação Maracambuco foi fundado em junho de 1993 e toca um repertório característico do Baque Virado. Desfila no Carnaval de Olinda no sábado, saindo da Praça do Carmo, as quatro da tarde. Maiores informações: www.maracambuco.com.br ; maracambuco@maracambuco.com.br ou 0**81 3493 1590 (Camila).
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MARACATU DE BAQUE SOLTO
Também conhecido como Maracatu de Orquestra ou Maracatu Rural é um misto de dança e de teatro que conta a saga dos homens e mulheres plantadores de cana de açúcar. Inicialmente eram homens que saiam isoladamente, vestidos de uma roupa de chita colorida, rostos escurecidos com carvão, cabeças cobertas com um chapéu em forma de funil, um chocalho preso às costas e uma lança na mão.
Eram caboclos, assim chamavam os que viviam distante dos centros urbanos e que descendiam dos índios. Apareceram como testemunhas históricas do passado. Eram guerreiros que haviam perdido seus líderes. Inicialmente não eram aceitos nas comunidades e foram reprimidos. Com o tempo começaram a sair em conjunto lembrando uma tribo, com nomes que demonstravam a coragem, por isso são tantos os que se chamam de Leões, ou tribos com o nome dos peixes que tiravam dos rios, como a Cabinda ou Piaba.
Negociaram a sua sobrevivência e adotaram uma corte real. Seus caboclos foram se tornando mais atrativos, suas vestes mais coloridas, sem abandonar a Burrinha, o Caçador, o Mateus e sua companheira Catirina – também chamada de Catita – que saiam em busca de comida para a tribo que se desloca de um povoado a outro, de uma cidade a outra.
Os Maracatus de Baque Solto, nascidos dos canaviais das cidades da Zona da Mata Norte, especialmente Nazaré da Mata e Aliança, conquistaram a Capital e hoje já são vistos como uma das mais genuínas criações culturais de Pernambuco. Os Caboclos de Lança, com a sua dança guerreira são, hoje, os guardiões da cultura pernambucana.
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Maracatu Piaba de Ouro
Fundado em 1977 por Manoel Salustiano Soares, Agostinho Pires e Manuel Mauro de Souza, o Maracatu Piaba de Ouro, sob a liderança do Mestre Salustiano teve a honra de conquistar, por sete vezes consecutivas, o título de campeão do carnaval pernambucano, além de diversos títulos. Uma história de luta e paixão que vem desde Aliança, sua terra natal, onde ainda menino, já se envolvia com folguedos populares, especialmente com o maracatu de baque solto. Segundo o Mestre Salustiano o baque solto nasceu nas senzalas dos engenhos de cana da zona da mata, e que se transformou numa manifestação essencialmente pernambucana. Os trabalhadores rurais se juntavam aos negros e organizavam a dança que acontecia nos finais de semana nas senzalas e, que por sua vez, foi ganhando espaço entre o povo e em diversos lugares por onde passou, no Brasil e no exterior, a exemplo de Cuba. Hoje, o Maracatu Piaba de Ouro é dirigido Pedro Salustiano Soares, Paulo Henrique Albuquerque, Edielson de Souza e Manoel Salustiano Soares Filho, dando continuidade ao trabalho que o Mestre Salustiano, seu idealizador, iniciou.
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AFOXÉ
Afoxé, termo em português oriundo da palavra em Iorubá (afose), recurso mágico que concede ao usuário o poder da palavra, poder adquirido concedido através da fala, de tal modo que uma ordem verbal não poderá ser desobedecida, a mesma força de realização através da palavra pode ser empregada nas orações. Esta palavra sofreu distorções ao ser aportuguesado. No Estado de Pernambuco o termo ressurge num novo formato - no final da década de setenta - com o Afoxé Ylê de África, composto por alguns integrantes do Movimento Negro Unificado. Atualmente, o Afoxé enquanto entidade de cultura negra vem buscando o fortalecimento dos terreiros de Candomblés, quebrando os preconceitos atribuídos aos seus rituais religiosos e compromissos sociais, através de suas músicas e expressões artísticas. Por isso, reafirma e celebra seu ritual no Carnaval de Olinda para um público culturalmente livre e diversificado.
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Afoxé Alafin Oyó
Foi fundado em 02 de março de 1986 com o objetivo de manter viva toda a herança cultural deixada por nossos ancestrais africanos. Através de seus cantos e danças vem elevando a auto estima do povo negro e de seus remanescentes dos quilombos urbanos. Desfila no primeiro dia do Carnaval de Olinda - sábado de Zé Pereira – as oito da noite, saindo da Igreja do Guadalupe. Desde 1995, com a preocupação maior de preservação da entidade foi criada dentro do cortejo a ala “Alafin Mimi”, que por sua vez, em 2004 foi contemplada com o Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, tornando-se um Ponto de Cultura. Em sua programação, apresenta oficinas de dança, percussão, história patrimonial, vídeo e fotografia com a comunidade local, ministradas aos sábados, das nove da manhã as cinco da tarde. Nos domingos, das duas as seis da tarde tem mais oficinas de dança e percussão e a partir das quatro da tarde até as sete da noite tem ensaio do Afoxé na Fábrica do Carnaval, que funciona na Avenida Joaquim Nabuco, 475, Varadouro, Olinda. Maiores informações: afoxealafinoyo@yahoo.com.br ou 0**81 9955 4969 (Fabiano).
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Afoxé Oxum Pandá
A Entidade Cultural Afoxé Oxum Pandá foi fundada por um grupo de amigos, em Olinda no ano de 1995. Reverencia a Oxum, orixá da riqueza e fecundidade. Idumentados de amarelo e branco, seus brincantes costumam sair pelas ruas de Olinda cantando músicas em português e yorubá no ritmo ijexá, utilizando instrumentos de origem afro-brasileira tais como: Atabaques, agogô, tantans, abes (cabaças) e timbaus. Em seu espetáculo, o afoxé é formado por um grupo de alabês – músicos de candomblé dentro dos preceitos religiosos afro-brasileiros – e por bailarinos de dança popular. Maiores informações: tabanka@bol.com.br ou 0**81 3253 6793 (Genivaldo) e 9143 0546 (Jorge Ribas).
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| Instituições culturais olindenses desenvolvem oficinas de Educação Patrimonial com muita participação popular. |
Programação completa |
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| Conheça a nossa diversidade cultural e o significado de cada folguedo popular; suas origens e brincantes. |
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| Saiba o que, na prática, a Prefeitura de Olinda - 1ª Capital Brasileira da Cultura está realizando. |
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